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Textos Avulsos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Deixa pra lá

Quando ninguém está por perto
Quando alguém não pode estar por perto
Quando todo mundo está ocupado
Quando você está...

Se ninguém vê
Se alguém não pode ver
Se todo mundo está cego
Se você está...

Quando ninguém fala
Quando alguém não pode falar
Quando todo mundo está mudo
Quando você está...

Se ninguém escuta
Se alguém não quer escutar
Se todo mundo está surdo
Se você está...

Deixa pra lá
Vai melhorar
Amanhã será diferente
Ontem foi pior

domingo, 23 de março de 2008

Antigo...

Meu avô pediu para dançar com minha avó ao vê-la do outro lado do salão. Meu pai perguntou o nome da minha mãe num baile de carnaval.
O ser humano (especialmente o masculino) tem medo. Supera o medo e a mão da moça ele pede em casamento, em namoro, em cortesia...
Esse romantismo nossa vó viveu. Nossa mãe sonhou... e viveu.

...

domingo, 30 de setembro de 2007

Eu chego lá

Mais uma vez andando na corda... Tenho alguns abaixo no lugar da rede... Aqui em cima estou sozinha. Esperando alguém segurar minha mão para chegar do outro lado. Ainda estou no começo do caminho, tenho tempo.
A corda é bamba, fina, leve ao vento que já existe e pode aumentar ou diminuir de velocidade, mas estará sempre presente. Escolhi o lugar onde amarrar a corda sem pensar em quem estará comigo quando chegar lá. Apenas sei que alguém estará.

Quando eu chegar lá te conto.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

- Eu não estou bem
- É ele?
- É. Algo deu errado... Existe todo tipo de plantação. As da gente, que a gente cava com enxada, e as dos outros, que a gente visita. Tem um monte de coisas para se ver nessas plantações, alfafa, trigo, e também urtiga. Eu nem mexo nelas. Não são minhas, entende, como o resto também não é... E de repente a gente se mexe, se engana. E se deixa arranhar, sem querer.
- Está ardendo?
- Não foi nada, vai passar...
- Mas você o ama?
- Muito perigoso
- Você sabe que Deus, no dia em que o criou tinha dormido mal à noite.
- Ah, é?
- Pois é. E Ele nã só tinha dormido mal, como estava com falta de material. De modo que foi, irrefletidamente, bater à porta do colega para pedir uns apetrechos emprestados.
- O colega?
- Ele mesmo. E Ele aproveitou a oportunidade e mais que depressa ofereceu uns provimentos. E Deus, atordoado pela noite em claro, misturou inconsideradamente. Daquela massa, tirou-o. Foi realmente um dia fora do comum.
- Eu não sabia.
- Consta em todos os bons livros.
- E então. O que Deus deu a ele?
- Deu intuição, ternura, beleza e flexibilidade.
- E o que o Diabo deu?
- Indiferença, ternura, beleza e flexibilidade.
- Droga.
- É mesmo. Mas nunca se soube em que proporções, Deus, o irrefletido, confeccionou a mistura. Permanece como um dos grandes mistérios teológicos da atualidade.
- Não vou me meter nisso.

sábado, 15 de julho de 2006

Para você... ou pra mim mesma

Tentarei explicar... Não. Irei apenas dizer como aconteceu pra mim... sem análises...

Te conheci e achei complicado
Você me deu algo que eu estava precisando
Me deu carinho e atenção
Me fez sentir querida

Eu resolvi aceitar a oportunidade
Ninguém rejeita atenção
Não de quem dá sem segundas itenções
Mas havia uma segunda intenção

Nós nos conhecemos melhor
Com as mãos e o corpo inteiro
Com a boca mas o sexo ainda não
Depois o sexo puro

Mentira. Não há o sexo puro
Não houve entre nós
Há atenção e carinho
Há desejo e paixão

Sim. A paixão que nós negamos
Por tanto tempo e aceitamos
Eu me apaixonei e me entreguei
Como criança no balanço

Então veio a decisão de romper
Não tudo... só o sexo
A atenção e o carinho ficam
A paixão ainda não posso dizer

domingo, 9 de julho de 2006

Como diria André Dall'ólio...

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Veja só

Olha o que sobrou daquele amor
Uma bela casa com rede na varanda
Um jardim onde não há flor
Uma criança correndo na chuva

Veja onde acabou aquela paixão
Uma vista da lua na beira da praia
Um quarto imerso na escuridão
Uma mesa posta com um prato só

Olha o que ela aprendeu
Andar de pés descalços na areia
Correr para um abraço de peito aberto
Até quiabo e nabo ela comeu

Veja onde ele chegou
Toma banho no escuro sem medo
Acorda no mesmo lado da cama
Até um novo amor ele achou

sábado, 1 de julho de 2006

Eu

Eu...
Racionalmente emocional...
Sim...
Eu...
Errando...
Sim...
Eu...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Você nem quis ouvir
Não estava aqui
Eu falei e chorei
Depois de tanto cantar

Você nem quis sentir
Não precisava partir
Se o ar era pouco
Eu pararia de respirar

##

Não consigo falar ou pelo menos pensar continuamente e chegar num ponto entendível. Ainda tento entender. E vou continuar tentando até mudar. Até tudo mudar. Até todos mudarem. Eu não vou mudar. Pode chamar egoísmo. Não tenho esse previlégio de ser egoísta. Não tenho. Pode chamar paixão. Não creio pois a paixão não existe se o outro não está apaixonado também. Não é possível cultivar uma paixão sozinho. Não é como o amor. O amor é uma união de dois conjuntos de 100%. A paixão é uma soma de dois 50%. Se ama sem cobrar amor do outro. A paixão tem que haver um feedback. Um bom feedback. Talvez carência. Talvez. Tão fácil definir assim. Todos somos carentes. Nem todos sentem o que eu sinto agora. Não serve nem consola também. Estagnação? Não também. É algo permanente. É algo que sempre sinto. Por tempos fica latente. Mas ainda assim sinto ao acordar. Ou ao dormir. Ou no simples "oi" que escuto e não me importo.
Boa noite. Pra mim mesma.

terça-feira, 6 de setembro de 2005

He said "You're strange, but don't change. Not for me."

Ok.

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

ainda aqui.

andando. apenas andando. sem olhar para trás. ou ver o que está a frente. um pouco mais rápido. o ombro doendo. a boca seca ardendo.
um cigarro. outro mais. o dia está clareando. e ainda não encontrei você. talvez na próxima esquina.
sentada no bar. a cerveja suando no calor da manhã. o garçom é atencioso. a música é a mesma do ontem. alguém ainda está esperando. eu estou aqui.
3.876 metros de casa. 4.639 passos do trabalho. preciso de um banho. me empresta sua toalha?

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Sua

conte seus segredos
seus maiores desejos
e eu serei sua testemunha muda

diga-me o que você precisa
o que você gostaria
e eu serei sua espada prateada

mostre seus medos
o que você vê no escuro
e eu serei seu cobertor macio

conte suas conquistas
seus melhores dias
e eu serei sua coroa de ouro

diga-me o que você planeja
o que você realizou
e eu serei sua estrela guia

mostre suas fraquezas
o que você ouve no silêncio
e eu serei sua

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

...

posso me mostrar complicada
nunca por estar assim
posso me mostrar apaixonada
sempre por mim mesma

##

será melhor da próxima vez
será mais fácil ontem
será muito amanhã
foi fantástico

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

sol e lua

na beira da praia. a lua virava sol e o dia começava. olhei nos teus olhos e me vi. me assustei. corri pela areia branca procurando uma sombra para me esconder. encontrei teus braços e me entreguei. você me protege. me mima. me nina. tua menina.
deixei o sol virar lua novamente. a paixão ainda acessa. os lábios ainda ardentes. o corpo ainda quente. corri pelas ruas desertas procurando tua casa. encontrei outro alguém que me acolheu. me protegeu. no vazio do meu quarto. o teu cheiro em minha cama.

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

dois momentos e você estava lá... mesmo sem saber

Trabalhando as 2:30 da madrugada, bebendo cerveja e fumando o último cirgarro da noite

Porque somos sempre menos
Porque queremos sempre mais
Suficiente não é o bastante

Amanhã é nunca mais
Ontem sempre foi pouco
A promessa pode ser quebrada?

##

Dirigindo meu carro as 6:30 da manhã, falando no celular, bebendo cerveja e fumando o primeiro cigarro do dia

Não é bem assim
Entenda que te quero bem
Você nunca perguntou

Escute o que estás falando
Poderia ter sido fantástico
Posso não responder?